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BENEFÍCIOS DO CAFÉ

Segundo estudos, foi divulgado que o consumo regular de café também pode diminuir os riscos de um tipo de câncer de pele e, ainda, ter efeitos positivos contra a diabetes tipo 2 e o Parkinson. Os estudos foram feitos durante 20 anos por cientistas da Universidade de Harvard, nos EUA, revelam que o café pode diminuir os riscos do de câncer de pele comum entre os americanos, chamado carcinoma basocelular. Os pesquisadores identificaram que os voluntários que bebiam uma média de três xícaras de café por dia tinham uma menor tendência à doença. Em mulheres, a incidência caiu 28% e em homens, 10%. A pesquisa foi realizada com 112 mil pessoas.

Como funciona a ação ergogênica da cafeína?

Diversos estudos experimentais comprovaram a ação ergogênica da cafeína em aumentar a tolerância ao exercício ou postergar a fadiga, visando à melhora da performance ou do desempenho físico.
Um agente ergogênico é qualquer mecanismo, efeito fisiológico, nutricional ou farmacológico capaz de melhorar a performance nas atividades físicas esportivas ou ocupacionais.
Os efeitos ergogênicos da cafeína ainda não estão completamente elucidados, mas os pesquisadores acreditam em alguns mecanismos principais, como a ação da substância no sistema nervoso central afetando a percepção subjetiva de esforço e/ou a propagação dos sinais neurais entre o cérebro e a junção neuromuscular, postergando a sensação de fadiga. Outro mecanismo, sobre o músculo esquelético, aumenta os níveis intracelulares de cálcio nos músculos e a eficiência da contração. A hipótese aceita para esse último mecanismo é de que a cafeína aja sobre o retículo sarcoplasmático, aumentando sua permeabilidade ao cálcio e tornando este mineral prontamente disponível para o processo de contração muscular. Leia mais

Quais são as principais propriedades da cafeína?

Evidências científicas sugerem que o consumo moderado de cafeína pode exercer efeitos benéficos sobre vários sistemas fisiológicos. Uma revisão bibliográfica publicada em 2010 destacou que o consumo moderado (200-300 mg) da cafeína possui as propriedades de:

1) Diminuir a fadiga mental;
2) Aumentar o gasto energético de repouso;
3) Diminuir a sensação de esforço associado à atividade física;
4) Melhorar o desempenho físico, motor e cognitivo;
5) Aumentar a capacidade de concentrar e focar a atenção;
6) Reforçar a memória de curto prazo;
7) Aumentar a capacidade de resolver problemas que requerem raciocínio;
8) Aumentar a capacidade de tomar decisões;
9) Melhorar a coordenação neuromuscular.

Pesquisa confirmou uma destas propriedades quando observou que após 20 minutos do consumo de 100 mg de cafeína, indivíduos saudáveis apresentaram aumento da atividade neural em áreas cerebrais associadas com a atenção durante a execução de atividades que exigiam o uso de memória de curto prazo como, por exemplo, armazenar número de telefone por alguns minutos.

A cafeína (1,3,7-trimetilxantina) pertence a uma classe de compostos chamada xantina que apresenta estrutura química semelhante ao neurotransmissor adenosina. Esta substância possui ação farmacológica sobre o sistema nervoso central, pois pode aumentar a eficiência das redes neurais do córtex cerebral.

Existem relatos que devido a sua estrutura química ser semelhante a adenosina, a cafeína pode potencializar a neurotransmissão pós-sináptica no sistema nervoso simpático e, com isso, estimular o aumento do gasto energético.

Este efeito foi observado em um estudo científico em que homens saudáveis tiveram aumento significativo do gasto energético após 30 minutos da ingestão de cafeína em dose superior a 50 mg. Este efeito persistiu por pelo menos 4 horas, aumentando em 6% no gasto energético de repouso total.

Em um estudo duplo-cego, randomizado e controlado, mostrou que o consumo de 100 mg de cafeína, 2 horas e meia antes da atividade física, melhorou o desempenho de ciclistas.

Entretanto, cabe ressaltar que o consumo excessivo de cafeína pode causar efeitos adversos, como irritabilidade, dores de cabeça, insônia, diarreia e palpitações do coração.

Bibliografia (s)

Glade MJ. Caffeine – Not just a stimulant. Nutrition. 2010;26(10):932-8.

Altimari LR, Moraes AC, Tirapegui J, Moreau RLM. Cafeína e performance em exercícios anaeróbios. Rev. Bras. Cienc. Farm. 2006; 42(1): 17-27.

Lewinski IW. Como funciona a ação ergogênica da cafeína? Disponível em: http://www.nutritotal.com.br/perguntas/?acao=bu&id=532&categoria=1 Acessado em: 29/12/2010

Autor(a): Rita de Cássia Borges de Castro
Data: 06/01/2011 21:29:54