PERIGOS DO USO DA NOZ DA ÍNDIA

Atualmente, em nosso país se está comercializando esta semente, principalmente, por lugares em Internet, aludindo a suas propriedades como inibidor do apetite e redutor da gordura corporal. No entanto,
por trás disto se esconde um grande perigo para a saúde, segundo detalha José Manuel Delgado, químico farmacêutico e docente da Universidade Andrés Bello.

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No último tempo se pôs à luz pública a venda da Noz da Índia, sementes da planta Aleurites molucana. “Em Chile, estas sementes se estão comercializando de forma ilegal, principalmente através de Internet. Existem vários lugares web onde se publicam os supostos efeitos benéficos que conseguiríamos com o emprego da mesma, fazendo alusão principalmente a suas propriedades como inhibidor do apetite e redutor da gordura corporal, o que se traduziria numa rápida perda de importância”, explica José Manuel Delgado, docente da Escola de Química e Farmácia da Universidade Andrés Bello.

“Em nossa população existe uma tendência a associar os produtos naturais com a inocuidad, o que representa um perigoso erro dado o fato de que os compostos ativos presentes nestes produtos podem apresentar interações, efeitos tóxicos e contraindicaciones que devem considerar-se para sua correta utilização”, agrega.

Efeitos

Quem recorrem a este produto o fazem pensando em conseguir baixar de importância rapidamente. Com respeito a isto, o químico farmacêutico é categórico: “Se demonstrou que o resultado sobre o peso corporal relacionado com o consumo da Noz da Índia se deve principalmente ao marcado efeito laxante desta, pelo que não se recomenda sua utilização para estes fins”, diz.

“A utilização de purgantes de forma inadequada pode implicar ao estado de desidratação e perda excessiva de electrolitos (minerais), situação que representa um importante risco para a saúde. O desequilíbrio eletrolítico repercute sobre importantes processos fisiológicos como a regulação dos volumes em fluidos corporais, a manutenção do equilíbrio ácido-base e a regulação da pressão arterial, entre outros”, explica o docente da UNAB.

“Uma das complicações mais graves poderia apresentar-se devido as variações nos níveis de potássio, dado a importância deste elemento no correto funcionamento cardíaco”, sublinha.

Finalmente, o químico farmacêutico sustenta que “os efeitos benéficos desta denominada ‘semente milagrosa’, tentam-se explicar a partir de sua composição química. Conquanto se demonstrou que contém uma alta percentagem de ácidos gordurosos essenciais, não se realizaram estudos sobre os possíveis efeitos tóxicos que poderia causar produto de outros elementos presentes em sua composição”, conclui o profissional.

Edição: Universia / RR

Fonte: Universidade Andrés Bello

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